terça-feira, 26 de abril de 2011

Hipertensão Arterial

O que é hipertensão arterial?


     A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial a valor igual ou superior a 14 por 9. Ela ocorre principalmente por que os vasos nos quais o sangue circula se contraem, assim a pressão que o sangue exerce nas paredes do vaso durante sua passagem aumenta.

     A hipertensão arterial é hoje um importante fator desencadeante de doenças cardiovasculares, dados de 2001 mostram que 7,6 milhões de mortes no mundo foram atribuídas à elevação da pressão arterial. Em todo o mundo, 37,8% dos homens e 32,1% das mulheres sofrem de hipertensão arterial, no Brasil essa prevalência já é superior a 30% e atinge homens e mulheres de todas as etnias e classes sociais.

     Nem sempre é possível saber com precisão a causa da hipertensão arterial, mas alguns fatores estão fortemente associados, tais como: hereditariedade, idade, etnia (negros são mais propensos a pressão alta), peso (obesidade é um importante fator de risco), sedentarismo, má alimentação, sal em excesso, álcool, tabagismo e estresse.
    
     Para identificar a hipertensão arterial é importante prestar atenção aos sintomas, que surgem apenas em casos graves ou prolongados não tratados: dores de cabeça, dispnéia ou falta de ar, agitação e visão borradas são sinais de que cérebro, olhos, coração e rins já foram afetados pela doença.

     Quando não tratada, a hipertensão arterial causa danos nos vasos, coração, rins e cérebro, sendo que todos os problemas surgem devido a alterações dos vasos que tornam-se endurecidos e estreitados podendo entupir ou romper. Os problemas mais comuns relacionados à hipertensão incluem infarto, acidente vascular encefálico (derrame cerebral), insuficiência renal. Todas essas complicações são muito graves, podendo ser evitadas através de um a tratamento adequado. Este prioriza sempre o tratamento não farmacológico, feito através de mudanças de estilo de vida e alimentação, que incluem a pratica de atividades físicas e mudanças do padrão alimentar. Quando tais ações não são suficientes, o médico poderá indicar o uso de medicamentos, que visam reduzir a resistência vascular periférica, promovendo vaso-dilatação. Existem atualmente várias classes de medicamentos cada um com um mecanismo deferente para controle da hipertensão, assim apenas o médico é capaz de avaliar e indicar o medicamento adequado a cada caso.

     Prevenir a hipertensão arterial, sem dúvidas, é melhor do que tratá-la, e pensando nisso instituiu-se o dia 26 de abril como o Dia Nacional de Combate a Hipertensão. Veja abaixo as dicas a Sociedade Brasileira de Hipertensão para prevenir e tratar a hipertensão arterial:

10 Mandamentos contra a pressão alta
  • Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
  • Pratique atividades físicas todos os dias.
  • Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
  • Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
  • Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.
  • Abandone o cigarro.
  • Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.
  • Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.
  • Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
  • Ame e seja amado.



Fonte: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão VI e Sociedade Brasileira de Hipertensão


Um abraço
Equipe Moryba

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Acabe com o intestino preso

O bons hábitos alimentares e um estilo de vida saudável é imprescindível para manter o intestino no ritmo.
Assista o video abaixo e saiba mais sobre constipação intestinal (intestino preso).




Um abraço
Equipe Moryba

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que são Probióticos?

Lactobacillus acidophilus
O termo probiótico surgiu em 1965, sendo definido como aquele fator que estimula o crescimento de um organismo vivo, mas apenas em 1989 foi reconhecido que os probióticos pudessem causar algum benefício para o seu hospedeiro (aquele que recebe os microorganismos).

Mas afinal, o que são probióticos?

Os probióticos são microorganismos vivos que, quando administrados em quantidades apropriadas, conferem beneficio à saúde do hospedeiro, podendo ser incluindos em alimentos, medicamentos, e suplementos dietéticos.
As espécies mais utilizadas como probióticos são de Lactobacillus e Bifidobacterium, que tiveram suas ações benéficas para o hospedeiro  comprovadas através de estudos científicos feitos com humanos. Outras espécies como Saccharomyces cerevisiae, E. coli e Bacillus também são usadas, mas em menor quantidade.
Quanto as suas ações, os probióticos recebem novas funções a cada dia, mas muitos estudos ainda são necessários. Sua função mais importante está em restabelecer a microbiota intestinal, sendo usados quando o número de bactérias patogênicas (causadoras de doenças) se sobrepõe ao número de bactérias benéficas ao hospedeiro, quadro conhecido como disbiose intestinal.
Além disso, efeitos benéficos ao uso de probióticos são observados quando utilizados em situações que envolvam uma série de transtornos gastrointestinais como constipação crônica, diarréia provocada por microorganismos, doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável, além de algumas cepas também auxiliarem o tratamento infecções vaginais e alterações imunológicas.

Como agem os probióticos?

O intestino humano contém cerca de 100.000 bilhões de bactérias, havendo uma enorme diversidade de espécies bacterianas em cada indivíduo, determinada em parte pelo genótipo do hospedeiro e pela colonização inicial no nascimento via transmissão vertical, e que varia entre lactobacilos, estreptococos e bifidobactérias.
As bactérias presentes no intestino podem ser benéficas ou patogênicas, assim, os prebióticos afetam as bactérias intestinais aumentando o número de bactérias benéficas e diminuindo a população de microorganismos potencialmente patogênicos (bactérias, vírus, parasitas). Essa ação ocorre, possivelmente, porque os probióticos estimulam uma concorrência com os patogênicos, onde passam a “brigar” por locais de ligação na parede intestinal, podem ainda produzir substâncias capazes de inibir o crescimento das bactérias patogênicas, além de uma série de outros mecanismos que beneficiam o funcionamento intestinal.

E os produtos prebióticos e simbióticos?

Eles também auxiliam o funcionamento intestinal, entenda as diferenças:
  • Prebióticos - Substâncias não digeríveis que oferecem um efeito benéfico ao hospedeiro, por estimular seletivamente o crescimento ou a atividade de bactérias intestinais benéficas. Entre os prebióticos, encontram-se muitas fibras alimentares, sendo os mais utilizados: oligofrutose, inulina, oligossacarídeos e lactulose.
  • Simbiótico – melhor forma de suplementação, pois une, no mesmo produto, microorganismos probióticos e ingredientes prebióticos.
Probióticos, prebióticos e simbióticos são normalmente recomendados por médicos e nutricionistas em casos específicos, mas o uso regular, por pessoas saudáveis, contribui para a manutenção de um intestino saudável, assim como previne uma série de doenças que têm como base o mal funcionamento intestinal. Introduza esses produtos no seu dia a dia e a qualquer dúvida, procure um médico ou nutricionista.

Fonte: Guia Prático da Organização Mundial de Gastroenterologia – Probióticos e Prebióticos, 2008.

Um abraço
Equipe Moryba


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Alimentação e funcionamento intestinal

Getty Images
Nós temos visto que o intestino é um órgão muito importante para o funcionamento adequado do organismo, já que é responsável por absorver nutrientes e eliminar aquilo que nosso corpo não utilizará mais. Sendo assim, se você deseja ter saúde e disposição de dar inveja, cuidar desde órgão é algo fundamental e a alimentação é a melhor ferramenta que temos nesse sentido.

Todos sabem que ter uma alimentação balanceada é fundamental para a prevenção de qualquer doença, mas quais são os principais alimentos que agem no intestino?

Para garantir que seu intestino funcione normalmente, três ingredientes são essenciais: fibras (prebióticos), probióticos e água.

As fibras são carboidratos não digeríveis que facilitam o funcionamento intestinal por fornecer nutrientes para os microorganismos intestinais, por aumentar o volume das fezes e por reter a água no interior do intestino, o que contribui para deixar as fezes mais macias e fáceis de ser eliminadas. A Organização Mundial da Saúde recomenda uma ingestão de 25g a 30g de fibras por dia, sendo estas adquiridas, principalmente, através do consumo de alimentos integrais, frutas, legumes e verduras.

Veja algumas dicas para incluir as fibras no seu dia a dia:

• Substitua os alimentos “brancos” por suas versões integrais: pães, arroz, biscoitos, macarrão, todos esses alimentos são facilmente encontrados na versão integral em qualquer supermercado. Se você tem alguma resistência com relação ao sabor, saiba que a adaptação do paladar vem com o tempo, então não desista de consumi-los.
• Inclua uma fruta no café da manhã, carregue outra na bolsa para comer nos intervalos das refeições e, na hora da sobremesa, também prefira as frutas. Lembre-se: sempre que possível coma as frutas com casca, pois elas muitas vezes possuem fibras especiais, como a casca da maçã que tem pectina.
• Se você achar complicado carregar a fruta in natura para o trabalho, uma opção é levar as frutas desidratadas. Elas são vendidas em embalagens práticas e contém a mesma quantidade de fibras e nutrientes da fruta in natura. Fique atento apenas com a quantidade que irá consumir, como elas têm um tamanho menor, tendemos a consumir em maior quantidade.
• Na hora do almoço e jantar, não deixe faltar um prato de salada de folhas e algum legume cozido. A dica é não exagerar em ingredientes extras como queijos e crutons, por exemplo, além de escolher os temperos certos. Evite molhos prontos e dê preferência a azeite extra virgem, limão, vinagre e ervas naturais. Outra dica é variar aos alimentos ao longo da semana, não adianta comer apenas salada de alface e tomate. Arrisque novos sabores, experimente mais!!
• Caso você não goste de verduras e legumes, utilize-os como ingredientes em diversas preparações, assim você vai, aos poucos, adaptando seu paladar ao consumo desses alimentos. Inclua legumes e verduras ao arroz, tortas, omeletes etc.
• Outra opção é incluir na sua rotina complementos alimentares ricos em fibras, como as linhaça, aveia, farelo de trigo e mix de fibras industrializados. Estes podem ser incluídos em saladas, junto à comida, sucos, vitaminas, iogurte e frutas.

Com relação à água, é imprescindível que haja um consumo adequado e regular. O ideal é beber de 8 a 10 copos de água ao longo do dia, assim o organismo se mantém hidratado e as fibras terão o efeito esperado no funcionamento intestinal. Também não esqueça os exercícios físicos, eles também contribuem de maneira significativa para que o intestino trabalhe corretamente.

Veja a receita de um suco ótimo para sua saúde intestinal:

Suco pró-intestino

- 1 fatia de mamão
- Suco de uma laranja
- Suco de um limão
- 5 ameixas secas ou uva passa sem caroço

Bata no liquidificador e beba em seguida. Se preferir, acrescente meio copo de água gelada ou cubos de gelo.


Um abraço
Equipe Moryba

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Doenças intestinais

Embora muita gente não se atente a este fato, os intestinos são órgãos de extrema importância para a manutenção da saúde e bem-estar, já que é através deles que absorvemos os nutrientes consumidos através da dieta e que são utilizados por todo o organismo para manutenção de suas atividades básicas.

Há, no entanto, algumas doenças que modificam o funcionamento intestinal, prejudicando a absorção de nutrientes e provocando o surgimento de sintomas indesejados, que podem comprometer a saúde de forma significativa.

Veja abaixo algumas das complicações intestinais mais freqüentes:

Colite Ulcerativa
Na colite ulcerativa ocorre uma inflamação do intestino grosso (não atinge o intestino delgado), com presença de ulcerações na maioria dos casos. Manifesta-se por episódios de diarréia sanguinolenta, cólica abdominal e febre, podendo surgir em qualquer idade, principalmente entre os 15 e os 30 anos. A colite ulcerativa não tem causa definida, mas acredita-se que a hereditariedade e as respostas imunes hiperativas do intestino são fatores que podem contribuir para seu surgimento.
Os episódios podem ser repentinos e, normalmente, caracterizados por presença de diarréia intensa, febre alta, dor abdominal e peritonite. Em alguns casos, a depender da localização da inflamação, as fezes podem ser normais ou duras e secas. Pode ocorrer também presença de muco e sangue nas fezes. Quando não tratada, a doença tente a evoluir de forma grave, com grande risco de desenvolver câncer de cólon.
O tratamento é basicamente medicamentoso, sendo a dieta uma grande aliada. Esta deve ser diversificada a fim de repor nutrientes perdidos, bem como fornecer quantidade adequada de líquidos, a fim de evitar desidratação.

Constipação intestinal
Trata-se da ausência de defecação, diminuição do volume fecal com eliminação de fezes extremamente sólidas/secas ou, ainda, pela sensação de esvaziamento incompleto do reto após o ato de defecação. Quando o número de evacuações é inferior a três vezes por semana, também caracterizamos o quadro de constipação intestinal.
Sedentarismo, alimentação e inadequada, fatores emocionais, uso de medicamos podem ser algumas das causas da constipação, sendo o equilíbrio da alimentação a peça chave para o seu tratamento. Uma dieta rica em fibras, adquirida através do consumo de alimentos vegetais como frutas, legumes e verduras, além dos alimentos integrais, e a adequada ingestão de água, são, na maioria dos casos, suficientes para regularizar o transito intestinal. Nos casos em que o tratamento dietoterápico não é eficaz, é necessário procurar auxílio médico para que ele possa indicar a terapia medicamentosa mais adequada.

Diarréia
Caracteriza-se pelo aumento do número de evacuações, com perda da consistência das fezes que ficam líquidas ou pastosas. Há diversos fatores que podem ocasionar a diarréia, como alimentação, fatores emocionais, uso de medicamentos e presença de microorganismos através da ingestão de água e alimentos contaminados.
Entre os sintomas estão: ocorrência de fezes aguadas e em maior freqüência, febre, perda de apetite e energia, dor de cabeça, entre outros. Dentre as suas complicações, a mais relevante é a desidratação, observada pela presença de boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina e provocada pela grande eliminação de água através das fezes. Adultos sofrem menos com a desidratação, mas este é um quadro grave no caso de bebês, crianças e idosos que se desidratam com mais facilidade. Na desidratação ocorre perda de importantes minerais (sódio e potássio) para o funcionamento do organismo, por isso evitar esse quadro é muito importante.
Quando tratada adequadamente, a diarréia desaparece em dois ou três dias. As principais recomendações incluem: ingerir bastante líquido, principalmente água fervida ou filtrada; não deixar de comer, preferindo alimentos leves e com baixo teor de gordura e açúcar; evite o consumo de alimentos ricos em fibras (durante os episódios de diarréia) e industrializados.

Doença de Crohn
Trata-se de uma doença inflamatória, que pode atingir qualquer região do trato gastrointestinal, mas que acomete, principalmente, a porção final do íleo e o intestino grosso, comprometendo todas as camadas da parece intestinal. A doença de Crohn não tem causa conhecida, mas imagina-se que ela possa estar relacionada ao mau funcionamento do sistema imunológico, a fatores genéticos, dietéticos e à presença de infecções. Manisfesta-se igualmente entre homens e mulheres, normalmente antes dos 30 anos, sendo um fator de risco para o câncer de intestino.
Os sintomas mais comuns da doença de Crohn são: diarréia crônica, a dor abdominal tipo cólica, a febre, a perda do apetite e a perda de peso. Graves complicações relacionadas à doença de Crohn são a obstrução intestinal e a presença de fissuras e fístulas, podendo a inflamação se estender a outras regiões. O diagnóstico é feito através de anamnese clínica e alguns exames que podem indicar alterações intestinais.
Embora não exista cura para a doença de Crohn, o tratamento baseia-se no uso de medicamentos para conter a inflamação. O controle da alimentação, sobretudo no intuito de identificar os alimentos que potencializam os sintomas, é também uma ação eficaz no controle da doença.

Síndrome do intestino irritável (SII)
Trata-se de um distúrbio na motilidade (movimento) intestinal que se caracteriza por episódios de desconforto abdominal, dor, diarréia e constipação (intestino preso), sendo que estes sintomas devem manifestar-se por 12 semanas ou mais durante o ano, consecutivas ou não. Ocorre em maior freqüência na porção do cólon, mas as alterações podem acometer todo o trato gastrointestinal. O diagnóstico é feito pela avaliação dos sintomas e por exclusão de outras doenças intestinais.
A SII ocorre em todas as faixas etárias, em ambos os sexos, mas nota-se uma maior prevalência em mulheres adultas jovens. As principais causas são: distúrbios da motilidade, psiquiátricos e deficiências ou intolerâncias alimentares, podendo haver relação também com o estresse e outros fatores emocionais como depressão e ansiedade. Os principais sintomas incluem: alternância entre diarréia e constipação intestinal, cólicas abdominais, fezes em geral desfeitas e às vezes pastosas, constipação intestinal de 3 a 4 dias e aumento da flatulência (produção de gases).
Corrigir a dieta é uma das ações necessárias para o tratamento e controle da doença, sendo recomendado evitar alimentos que possivelmente podem agravar os sintomas, tais como: gorduras, alimentos que contêm lactose (leites e derivados), sorbitol (adoçantes) e alimentos que o contém, alimentos flatulentos (couve, feijão, repolho, maçã, lentilha, uva, etc.), álcool e cafeína. Quanto à utilização de fibras, esta requer atenção e acompanhamento dos sintomas. As fibras solúveis devem, preferencialmente, ser usadas na melhora da diarréia, enquanto as insolúveis no tratamento da constipação. Na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso também é necessário, e deve ter rigoroso acompanhamento médico.

Em qualquer uma dessas situações, a visita ao médico é imprescindível, uma vez que algumas dessas doenças requerem exames minuciosos para o correto diagnóstico. Portanto, se você tem algum dos sintomas descritos aqui, procure um médico o quanto antes e siga todas as recomendações que lhe forem dadas, pois um intestino funcionando adequadamente é fundamental para uma vida cheia de saúde e bem estar.

Um abraço
Equipe Moryba

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Digestão e funcionamento intestinal


Alimento entra pela boca
e segue en direção ao estômago
passando pelo esôfago
Quando nos alimentamos, nem sempre nos damos conta do caminho que o alimento fará em nosso organismo. No entanto, esse é um fator importante, já que nossas escolhas alimentares podem estar relacionadas ao surgimento de muitos problemas de saúde, sobretudo aquelas que acometem o sistema gastrointestinal, como má digestão, gastrite, constipação intestinal (prisão de ventre), diarréia, entre outras.

De forma sucinta e superficial, ao ingerirmos um alimento, após mastigá-lo, ele atravessará o esôfago e alcançará o estômago, onde se iniciará o processo de digestão dos alimentos.

O estômago secreta enzimas capazes de digerir principalmente proteínas. Quando exageramos e comemos alimentos mais calóricos, com maior quantidade de gordura e ficamos sentindo aquele peso no estômago, é porque, de fato, nossa digestão está mais lenta, por ter sido dificultada pelo excesso de gordura.


Do estômago, o bolo alimentar
vai para o intestino delgado

Após passar pelo estômago, o alimento segue para os intestinos, e esses são os órgãos que mais nos interessa hoje. Os intestinos são divididos em intestino delgado e intestino grosso, cujas funções são diferentes e complementares.

O intestino delgado mede cerca de quatro metros de comprimento e é responsável por finalizar a digestão e iniciar o processo de absorção de nutrientes. É subdividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo, com funções também bem determinadas. No duodeno, chegam as enzimas provenientes do pâncreas e do fígado que, misturadas ao bolo alimentar, ajudam a emulsionar as gorduras e favorecem a digestão alimentos, transformando-os em partículas pequenas que poderão ser absorvidas. Já no jejuno e íleo ocorre absorção de carboidratos, proteínas e lipídeos que, já em tamanhos menores, poderão ser utilizados pelo organismo para produzir energia, além disso, estas partes do intestino delgado também absorvem as vitaminas e os minerais.

Após esse processo, chega ao intestino grosso o que sobrou do processo de digestão e absorção e são esses resíduos que formaram as fezes. Com aproximadamente um metro e meio de comprimento, o intestino grosso é responsável também pela absorção de água e sais, sendo que o consumo adequado de fibras e água interfere diretamente em seu funcionamento. Quanto maior a quantidade de água presente no intestino grosso, mais macias serão as fezes, o que favorece a sua eliminação, mas só se garante um bom suprimento de água, quando há consumo de fibras (através de vegetais e frutas, principalmente), uma vez que elas não são digeridas e têm a capacidade de reter água em seu interior.

Intestino delgado cercado
pelo intestino grosso
Também é no intestino grosso que encontramos grande número de bactérias, que sintetizam algumas vitaminas e liberam substâncias que auxiliam o movimento intestinal. Essas bactérias habitam nosso intestino desde o nascimento e, benéficas e patogênicas (causadoras de doenças), vivem em harmonia, de forma a não prejudicar nossa saúde. No entanto, quando a um desequilíbrio entre elas e as bactérias patogênicas encontram-se em maior número, pode ocorrer menor absorção de nutrientes, além de favorecer o aparecimento de sintomas indesejados, como constipação intestinal e diarréia, entre vários outros danos ao organismo. Terminado o processo de absorção e formação das fezes, estas seguem para o reto, onde há mecanismos que ativarão a vontade de defecar.

Todo esse processo de digestão dura em média de três a quatro horas, sofrendo variação de acordo com o tipo de alimentação que realizamos. Portanto, se você pretende ajudar seu organismo, favorecendo a digestão e evitando problemas de saúde, a melhor opção é ter uma alimentação equilibrada, com reduzidas quantidades de gorduras e açúcares e rica em fibras, beber muita água e praticar atividade física, também favorece o movimento intestinal.

Nos próximos dias você encontrará aqui mais informações sobre o funcionamento de seu intestino. Fique atento.


Um abraço
Equipe Moryba

terça-feira, 5 de abril de 2011

Safra de abril

Aproveite as dicas do CRN-3 para economizar e aproveitar os melhores alimentos do mês de abril!!

Clique na imagem para aumentá-la

Clique na imagem para aumentá-la

Um abraço
Equipe Moryba

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dia Nacional da Saúde e Nutrição

Getty Images

     No dia 31 de março comemoramos o Dia Nacional da Saúde e Nutrição e, mais do que celebrar apenas uma data da área da saúde, devemos, neste dia, refletir sobre o que efetivamente temos feito com nossa saúde e alimentação.
    É visível a todos o aumento do sobrepeso e obesidade no mundo, ocasionado pelo aumento do consumo de alimentos industrializados, com baixo valor nutricional, juntamente com a diminuição da prática de atividades físicas.
     Dados da POF 2008-2009 indicam que, ao longo dos anos, o Brasil vem sofrendo uma transição nutricional intensa, deixando para trás o déficit de peso e alcançando maiores índices de sobrepeso e obesidade a cada ano. Veja alguns dados:
  • Comparando-se os resultados da primeira POF, de 1974-1975, com os dados mais recentes da POF 2008-2009, observamos um declínio dos índices de déficit de peso e aumento do sobrepeso e obesidade em todas as faixas hetárias.
  • Entre as crianças de 5 a 9 anos, de 1974-1975 para 2008-2009, a porcentagem de déficit de peso entre os meninos caiu de 5,7 para 4,3, enquanto que o excesso de peso e obesidade, juntos, passaram de 13,8% para 51,4%. Já entre as meninas, o déficit de peso passou de 5,4% para 3,9% e o excesso de peso e obesidade aumentou de 10,4% para 43,8%.
  • Entre os adolescentes, a situação não é muito melhor. Em 1974-1975, 3,1% da população masculina apresentava excesso de peso e obesidade, atualmente, esse número subiu para 27,6% em 2008-2009. Entre as meninas, esses números passaram de 8,3% para 23,4.
  • Para a população acima de 20 anos, os dados da POF 2008-2009 são ainda mais significativos, já que hoje 62,5% dos homens e 64,9% das mulheres apresentam excesso de peso e obesidade contra 21,3% e 36,7%, respectivamente, da pesquisa de 1974-1975.
     Outra questão importante é a exposição a junk foods que sofremos, todos os dias somos bombardeados por propagandas de alimentos altamente calóricos, com alto teor de gordura, açúcar e sódio, cuja praticidade e sabor são seus maiores atrativos. As crianças são as maiores vítimas, já que são mais facilmente persuadidas, principalmente pelo fato de que a maioria dos produtos destinados a elas vêm acompanhados de brindes dos seus personagens preferidos.
     Não podemos esquecer ainda que a cada dia levamos uma vida mais sedentária. São mais horas dentro de carros, na frente da TV ou computador e menos tempo caminhando ou realizando atividades que aumentam nosso gasto energético.
     Todos esses fatores contribuem de maneira significativa para o aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que incluem dislipidemias (hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia), alterações glicêmicas (diabetes, resistência a insulina) e hipertensão arterial, doenças que aumentam o risco de morte da população. O número de pessoas que sofrem com essas doenças cresce a cada ano, o que tem sido um grande problema de saúde pública, não só no Brasil, mas em todo o mundo.
     Todavia problemas não acabam por aí. Concomitantemente a tudo isso, ainda enfrentamos o problema de desnutrição e desperdício de alimentos, sendo este um assunto que vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões, sobretudo no intuito de encontrar maneiras de conscientizar a população sobre a importância do aproveitamento integral dos alimentos.
     Muitas são as questões que envolvem saúde e nutrição, e diante de tantos fatores, devemos aproveitar o dia de hoje para analisar qual está sendo nossa contribuição para mais saudável e mais bem nutrida. Quais são as escolhas que fazemos para nossa vida? De que maneira influenciamos na saúde e boa nutrição de nossos entes mais próximos?
     Você Nutricionista ou Profissional da Saúde, incentive bons hábitos alimentares, dê o exemplo. E se você não é da área da saúde, veja quais são as mudanças que você precisa fazer para levar uma vida mais saudável e feliz.

Um abraço
Equipe Moryba

sexta-feira, 25 de março de 2011

Termine a semana sem estresse

   Hoje é sexta-feira, o fim de semana já está chegando, hora de relaxar e aproveitar.
   Se você teve uma semana estressante de trabalho, nada de estragar o fim de semana com todo esse estresse. Veja aqui duas receitas que vão ajudá-lo a relaxar: um suco que você poderá preparar hoje no fim da tarde e um chá que te ajudará a dormir melhor. Assim, você acordará calmo e descansado no sábado, pronto para aproveitar cada minuto dos dias de folga.


Suco Relaxante

Ingredientes
- 2 xícaras (chá) de água filtrada
- 1 colher (sopa) de camomila
- ½ xícara (chá) de suco de maracujá
- ½ maçã, de preferência orgânica
- mel de flor de laranjeira a gosto
- cubos de gelo

Preparo
Ferver a água, desligar o fogo, acrescentar a camomila e abafar por cerca de 5 minutos. Coar as flores da camomila e esperar esfriar. Em um liquidificador bater a infusão de camomila, o suco de maracujá, a maçã, o gelo e o mel. Servir em seguida.

Rendimento: 02 porções
Valor calórico por porção: 42 calorias

A camomila é uma erva utilizada há muitos anos. Ao preparar o chá de suas flores, são ativados os seus componentes e liberado o aroma doce que também lhe confere sabor agradável, apresenta ação calmante e relaxante.
O mel de flor de laranjeira, apresenta cor amarelo claro e sabor suave, apresenta ação calmante. É recomendado para isônia, problemas nervosos e palpitações.

Fonte: Mundo Verde  

Chá Calmante

Ingredientes
- 2 xícaras (chá) de água filtrada
- 1 colher (chá) de capim limão
- 1 colher (chá) de maracujá
- 1 colher (chá) de melissa


Preparo
Ferver a água, desligar o fogo e acrescentar as ervas. Deixar abafado por cerca de 5 minutos. Coar as ervas e servir em seguida.

Rendimento: 02 porções
Valor Calórico por porção: não contém quantidade significativa de calorias.

O capim limão, o maracujá e a melissa são ervas que apresentam propriedades calmantes, auxiliam no combate a insônia. Quando combinadas neste chá potencializam-se estes efeitos. Consuma antes de dormir para ter uma boa noite de sono.

Fonte: Mundo Verde  

 
Aproveite as dicas
 
Equipe Moryba

terça-feira, 22 de março de 2011

Não sofra com a constipação intestinal

Getty Images
     A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre ou intestino preso, afeta grande parte da população, sobretudo as mulheres. É caracterizada pela ausência da defecação, diminuição do volume fecal com eliminação de fezes extremamente sólidas/secas ou, ainda, pela sensação de esvaziamento incompleto do reto após o ato de defecação.

     Suas principais causas são:
- Sedentarismo e insuficiência de exercícios físicos
- Inibição da necessidade de evacuar (negligência ou circunstâncias externas que impedem a evacuação no horário habitual)
- Hábitos alimentares inadequados, com baixo consumo, principalmente, de fibras e água
- Tensão emocional
- Uso de medicamentos
- Perda do tônus da musculatura intestinal (por deficiências nutricionais ou por funcionamento inadequado do sistema nervoso)
- Abuso de agentes laxativos

     O tratamento da constipação deve ser baseado principalmente na alimentação, com o objetivo de regularizar o transito intestinal. Aumentar o consumo de fibras é uma das principais recomendações, já que as fibras aumentam o peso e volume fecal, favorecendo o movimento intestinal. O consumo de fibras deve ser feito através do aumento do consumo de frutas (com casca, sempre que possível), legumes e verduras, principalmente cruas. O uso de suplementos a base de fibras ou o uso de farelos como o de trigo, aveia e milho também podem ser indicados quando o consumo de alimentos fonte de fibras é insuficiente para atingir a recomendação de ingestão diária, que é em torno de 25g.
     Outro item que não deve ser esquecido é a água, importante para hidratar o organismo e também as fibras. O aumento do consumo de fibras, seguido de ingestão insuficiente de água pode ter efeito contrário ao esperado, provocando piora do quadro de constipação intestinal. O ideal é ingerir de 2 a 3 litros de água por dia.
     Controlar a ingestão de doces e produtos industrializados em geral e aumentar o consumo de azeite também são medidas benéficas para o controle da constipação intestinal.
    Iogurtes e suplementos simbióticos também são aliados do bom funcionamento intestinal, uma vez que auxiliam a recolonização do intestino por bactérias benéficas para a saúde que estimulam os movimentos intestinais adequados.
     Fique atento ao seu funcionamento intestinal. Um intestino saudável funciona de 2-3 vezes por dia até 3 vezes por semana, com evacuação de fezes volumosas, macias e de cor característica. Se seu intestino não funciona dessa forma, o melhor é procurar um médico já que a constipação intestinal pode ser sintoma de alguma doença que requer cuidados especiais.
     Cuide do seu intestino e tenha uma pele mais bonita, mais energia e bom humor no seu dia a dia.

Um abraço
Equipe Moryba

segunda-feira, 14 de março de 2011

Desintoxique-se

     Se você pertence ao grupo de brasileiros que caiu na folia do carnaval, exagerou no consumo de álcool, não deu atenção a dieta e ainda não conseguiu recuperar as energias para “começar o ano” com pique total, saiba que seu organismos pode estar precisando de uma desintoxicação.
     E não só isso, de tempos em tempo, todos precisamos realizar uma dieta desintoxicante para eliminar do organismo substâncias toxicas, como metais pesados, agrotóxicos, corantes e conservantes que adquirimos através da poluição e alimentação.
     Essa, no entanto, não deve ser uma dieta muito restritiva, a ordem é ter uma alimentação o mais natural possível, rica em frutas, legumes, verduras e com baixo consumo de alimentos industrializados, sal, açúcar e gorduras em geral. Melhor ainda é realizar essa dieta a dieta desintoxicante sob supervisão de um nutricionista, que poderá adequar suas necessidades energéticas e ainda indicará a duração e frequência que você deverá desintoxicar seu organismo.
     Uma boa dica é consumir sucos desintoxicantes, que alinham legumes e frutas, juntando nutrientes que potencializam esse efeito. Veja algumas opções.

Getty Images
SUCHÁ DE ABACAXI E CAVALINHA

Ingredientes:
1 xícara (chá) de água
1 colher (sobremesa) de cavalinha seca
1 rodela de abacaxi
4 folhas de hortelã
1 kiwi sem a casca
1 folha de alface
1 colher (sopa) de mel
1 cubo de gelo

Modo de fazer:
Prepare o chá: coloque a água no fogo e, assim que ferver, desligue e acrescente a cavalinha. Tampe a panela. Deixe em infusão por cinco minutos e coe. Bata no liquidificador com os outros ingredientes e coe novamente.

SUCO DE AIPO COM MELANCIA

Ingredientes:
2 fatias de melancia picada
1 talo de aipo com as folhas
1 colher de sopa de linhaça ou Quinua real
1 colher de sopa de me
1 cubo de gelo.

Modo de fazer:
Coloque a melancia, o aipo, as sementes e o mel e bata tudo no liquidificador, depois se quiser coe e sirva.

SUCO VERDE

Ingredientes:
1 copo de 200 ml de água de côco
1 maçã com casca picada
1 folha de couve
1 colher de sopa de mel
1 colher de sobremesa de linhaça
1 cubo de gelo

Modo de preparo:
Colocar no liquidificador a água de côco, a maçã picada, a couve, o mel e o gelo. Bate tudo depois de pronto o suco, salpique a linhaça por cimado suco, para dar um a brilho e vai estar pronto para ser servido.

SUCO DESINTOXICANTE E ENERGÉTICO

Ingredientes:
4 cenouras
1 maçã
1 copo de suco de limão
2 laranjas
1 pedaço de gengibre

Mode de preparo:
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. Se preferir coe antes de beber.

SUCO PÓS-RESSACA

Ingredientes:
½ repolho verde de tamanho pequeno
1 limão previamente espremido e sem as sementes
1 talo de aipo com as folhas
1 colher de sopa de folhas frescas de coentro
½ colher de chá de cúrcuma
1 copo de água ou água de coco

Modo de preparar:
Usar centrífuga ou bater no liquidificador com um copo de água mineral sem gás e coar. Se quiser um sabor um pouco melhor, use água de coco.


Um abraço
Equipe Moryba

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cuidados com a diarréia

Getty Images
     Diarréia é caracterizada pelo aumento do número de evacuações e modificação da consistência das fezes, que passam a ser líquidas ou pastosas. A causa mais freqüente é a intoxicação alimentar, causada quando ingerimos alimentos contaminados por vírus e/ou bactérias patogênicas, mas também pode ocorrer devido ao consumo exagerado de alimentos laxativos, uso de determinados medicamentos e como sintoma de alguma inflamação intestinal.
     No verão, principalmente após feriados como o Carnaval, quando as pessoas viajam mais e alimentam-se fora de casa, é comum acontecer surtos de diarréia, causados principalmente pelo consumo de alimentos e água contaminados. A maioria dos casos é de menor importância e curta duração, não havendo motivos para preocupação. No entanto, quando o problema persiste e se torna freqüente a atenção deve ser redobrada, sobretudo com a hidratação.
     Uma das complicações da diarréia é a desidratação, uma vez que, através das fezes, o organismo elimina grande quantidade de água, e reduz os níveis de dois minerais importantes, o sódio e o potássio, fazendo com que a regulação da água no organismo fique prejudicada. Portanto, assim que ocorrer o primeiro episódio de diarréia, diminua o consumo de alimentos sólidos e ingira líquidos para evitar a desidratação.

Recomendações:

- Beber meia xícara de algum líquido (menos sucos de frutas como laranja, mamão) a cada 15 minutos costuma ser suficiente, atingindo de 2 a 3 litros por dia. Os líquidos mais indicados são água e chá de ervas (camomila, erva-doce, hortelã), e claro o soro caseiro, sendo muito fácil de preparar, adicione 1 colher de sopa rasa de açúcar e uma pitada de sal em um copo de água fervida ou filtrada. Em caso de utilização de produtos comerciais usados para reidratação de esportistas, verifique antes o teor de açúcar, que não pode passar de 10% para não agravar os sintomas, a água de coco é uma excelente opção para substituir essas bebidas industrializadas.
- Quando tiver vontade de ingerir algum alimento, comece com alimentos leves que “prendam o intestino”. Maçãs, bananas e frutas com alto teor de pectina ajudam a conter a diarréia, razão pela qual o suco de maçã sem açúcar tem grande destaque na dieta. Entre outros alimentos indicados, as bolachas salgadas ajudam a repor o sódio e o potássio perdidos. À medida que o intestino voltar ao normal, acrescente batatas, em purê ou cozidas sem casca e ovos cozidos ou pochê (fritos na água). Vá acrescentando outros alimentos aos poucos e em pequenas quantidades.
- As frutas cozidas e os purês de frutas e verduras também são bem tolerados. Não consuma frutas cruas, vegetais com alto teor de fibras (saladas), gorduras e cereais integrais até que o funcionamento do intestino volte ao normal.
- Evite alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, alguns cortes de carne, embutidos, etc.) até que as fezes voltem ao normal;
- Evite o leite até que os sintomas desapareçam, pois alguns microorganismos causadores da diarréia podem comprometer temporariamente a capacidade de digerir o leite. O consumo de iogurte e suplementos probióticos é recomendado, pois ajuda na recuperação da microbiota intestinal, normalizando as funções do intestino.
- Como o álcool provoca a desidratação e a cafeína estimula o intestino, as bebidas alcóolicas e o café devem ser evitados nas primeiras 48 horas após ter cessado a diarréia.
- Não faça uso de adoçantes à base de sorbitol;
- Não se esqueça de lavar bem as mãos várias vezes por dia e, especialmente, antes das refeições ;
- Não deixe de ferver a água de rios, lagos, riachos ou mesmo a de torneiras nos locais em que não seja tratada, se tiver necessidade de bebê-la;

     Se os sintomas persistirem, o melhor é procurar um médico, além disso, no caso de diarréia em crianças e idosos, a atenção deve ser redobrada, já que a desidratação costuma ser mais severa nesses grupos.


** Lactivos é um produto simbiótico a base de Lactobacillus acidophilus, goma acácia, vitaminas e minerais, indicado para regularizar a função intestinal e repor as perdas nutricionais nos casos de diarréia. Não tem contra indicação. Para saber mais, clique aqui. **

Equipe Moryba

quarta-feira, 2 de março de 2011

Alimente-se melhor, gastando menos

Veja a lista dos alimentos que estão em período de safra durante o mês de março. Aproveite também a receita sugerida pelo Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo (CRN-3).


Clique na imagem para ampliá-la


Clique na imagem para ampliá-la


Um abraço
Equipe Moryba

terça-feira, 1 de março de 2011

Carnaval e alimentação

Aproveite o Carnaval
de forma saudável
     Carnaval chegando, muita gente organizando a viagem, arrumando as malas, mas e a alimentação, você já pensou nisso?
     Geralmente as pessoas nem se lembram dos cuidados com a alimentação durante o Carnaval. Mas alguns preparos saudáveis são indispensáveis para evitar que os efeitos das bebidas, comidas pouco nutritivas, alto gasto energético, longa exposição ao sol e poucas horas de sono agridam de forma exagerada o organismo.

Antes do carnaval

- Os dias que antecedem a folia devem ser de equilíbrio, para preparar o corpo para a festa. A dica é ter uma alimentação balanceada, longe dos excessos alimentares, rica em frutas, legumes, verduras, grãos e alimentos integrais.
- A hidratação fundamental para garantir disposição nesta época. Inicie a hidratação com antecedência. Para uma hidratação adequada. É necessária a ingestão diária de 2 a 3 litros de líquidos (água, sucos de frutas e água de coco).
- Nas vésperas do Carnaval, aumente a ingestão de carboidratos, como arroz, pães, macarrão, batata e aveia, por exemplo. Durante a folia, o gasto energético é maior, sendo comparado ao gasto de um esporte, então é necessário abastecer o corpo adequadamente para suprir esse aumento da necessidade energética.
- Praticar atividade física, principalmente aeróbica, nos dias que antecedem a festa também contribui para aumentar a resistência física e manter o pique durante o Carnaval.

Durante o Carnaval

- Tente se alimentar a cada três horas e fique atento a alguns detalhes: cuidado ao optar por comer em barracas na rua, analise as condições de higiene e armazenamento dos alimentos, tenho certeza que você não quer ter a festa interrompida por uma infecção alimentar (com vômitos e diarréia).
- Evite comidas pesadas e gordurosas e que sobrecarregam o fígado, como frituras, feijoada, embutidos e carnes gordas, pois são de difícil digestão dando a sensação de estomago pesado e de moleza.
- Faça uma refeição antes de sair de casa, caprichada em carboidratos (arroz, pães, massas, preferencialmente integrais) para garantir a energia durante a festa.
- Mantenha a hidratação. A atividade física e o calor fazem com que a necessidade de líquidos aumente. A ingestão adequada de líquidos como água, água de coco ou sucos naturais é indispensável para evitar sintomas como fadiga e dores de cabeça, por exemplo.
- Caso consuma bebidas alcoólicas, beba com moderação e nunca com o estômago vazio. As bebidas são muito calóricas e aumentam a diurese, o que pode elevar o risco de desidratação. Intercale as bebidas alcoólicas com água e alimentos, para retardar o efeito do álcool. A água irá proporcionar a eliminação mais rápida dos metabólicos do álcool.

Após o Carnaval

- Depois de vários dias “pulando” Carnaval, é hora de voltar ao ritmo. Tenha uma boa noite de sono. O ideal é dormir de 6 a 8 horas ao dia, para se regenerar.
- Consuma alimentos ricos em vitaminas e minerais e fibras, tais como: frutas, verduras e legumes. Eles possuem baixo valor calórico e repõem os principais nutrientes perdidos no suor. Abuse dos alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas A, E e C e frutas cítricas como laranja, lima, mexerica e abacaxi.
- Uma dieta desintoxicante, com muita água, limonada, água de coco, chá verde, sucos e alimentos naturais, pobres em gorduras e carboidratos refinados, ajudará a eliminar as toxinas que podem ter sido acumuladas durante o Carnaval pelo abuso do álcool e de alimentos gordurosos.

     Não importa se você vai aproveitar o carnaval em casa, na rua ou na avenida, cuide da sua alimentação para aproveitar cada minuto dessa festa linda.

Divirta-se
Equipe Moryba